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ARTESANATO EM PARATY


Pelo porto de Paraty passaram povos de vários territórios, ocorrendo um intenso intercâmbio cultural que deu origem a um rico artesanato local. Essa atividade é passada de geração a geração principalmente entre as mulheres das famílias e, é um complemento da atividade básica (pesca e lavoura) do caiçara. O aprendizado das técnicas artesanais se dá informalmente através da observação ou a partir da tentativa de se copiar um modelo. Os produtos mais típicos do artesanato paratiense são:




ARTESANATO EM FIBRAS VEGETAIS

Cestaria e outros: devido à abundância de fibras vegetais na região, como a taquara, bambu, palha do coco, taboa e cipós, Paraty se tornou um grande produtor de cestarias, sendo que as principais peças produzidas são: peneiras (utilizadas na produção da farinha de mandioca), balaios (para carregar peixe), esteiras, cestos, tapiti (utilizadas na produção da farinha de mandioca), tapetes, capas de garrafas, abanos, covo (armadilha usada na pesca), bolsas, cúpulas de abajur e chapéu.

Artesanato em fibra vegetal.( Foto: Sérgio Pinheiro)


ARTESANATO EM TECIDO

Retalhos: surgiu da necessidade de economizar, aproveitando restos de tecidos para produzir artigos domésticos como colchas, almofadas, tapetes e cortinas.

Bonecas de Pano: aproveitando restos de tecidos, mães e avós faziam bonecas de pano para presentear suas filhas ou netas. Com o decorrer do tempo passou a ser feito também para a venda.

Crochê: colchas, tapetes, cortinas e bolsas.





ARTESANATO EM MADEIRA

Utensílios Domésticos: em conseqüência do isolamento que vivia Paraty, esse tipo de artesanato surgiu da necessidade de produzir objetos utilizados na preparação de alimentos como gamelas (para guardar alimentos), pilões (para socar café, milho ou arroz) e colheres de pau.

Miniaturas de Barcos e Pássaros: produzido inicialmente como brinquedo para as crianças da família, acabou virando fonte de renda dos artesões, podendo ser utilizados também com objeto de decoração. A madeira mais utilizada é a caxeta.

Remo: podem ser produzidos para a pesca ou como objeto de decoração. O remo para pesca possui nove palmos de comprimento e serve tanto para propulsão, como para leme e porrete para matar o peixe. O remo decorativo pode ser de vários tamanhos e usa-se madeira verde, que é mais macia para se trabalhar. A ponta dos remos é côncava e em formato semelhante à ponta de uma flecha.

Outros Objetos: tamancos (feitos para caminhar ou para dançar a Xiba), ornamentos religiosos (imagens, altares, oratórios), gaiolas, cuias (para beber água ou para retirar água de dentro das canoas)





ARTESANATO EM PAPIER MACHÉ

Máscaras:
vem da Europa e África o costume do uso de máscaras em datas festivas ou em rituais religiosos. As matérias primas utilizadas são o barro (para se fazer o molde), papéis sobreposto e a cola de farinha. As máscaras feitas em Paraty são usadas principalmente no carnaval e para enfeite.

Outros Objetos: além dos tradicionais balões feitos em papier maché, existem belíssimos trabalhos na forma de quadros, esculturas e imagens religiosas.

Artesanato em Papier Maché. (Foto: Sérgio Pinheiro)