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CENTRO HISTÓRICO


   
         
   
         
   
         
   
         
     

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CENTRO HISTÓRICO

Ao contrário do que aconteceu na maioria das cidades do Brasil, Paraty foi uma cidade planejada. Engenheiros militares portugueses, cientes da vocação portuária da cidade e da necessidade de defesa do local, definiram como seriam as ruas e onde ficariam as igrejas, praças, cadeia, câmara, fortes e as áreas residenciais. Seguiram o padrão das cidades portuguesas onde as igrejas serviam de balizamento e pólo de atração residencial.

As casas foram construídas acima do nível da rua por causa da invasão das águas das marés, previstas para entrar e limpar a cidade, principalmente dos estrumes de cavalos e burros de cargas que constantemente passavam pela cidade.

O calçamento das ruas de Paraty com pedras irregulares - conhecido como pé-de-moleque - começou no século XVIII, graças ao desenvolvimento trazido pelo ciclo do ouro. Entretanto, foi a riqueza gerada pelo ciclo do café que terminou por calçar todas as ruas. As pedras eram necessárias porque as tropas de mulas, carregadas com ouro ou café, faziam grandes atoleiros nos dias de chuva e nuvens de poeiras nos dias de sol.

O centro histórico possui trinta e um quarteirões (antigamente haviam trinta e três quarteirões) e quatro praças (Bandeira, Santa Rita, Matriz e Rosário). Em quase todas as esquinas do bairro histórico há três cunhais de pedra lavrada, formando um triângulo imaginário, símbolo maçônico que representa Deus.

Existem três tipos de beirais nos telhados das casas do centro histórico: a cimalha (beiral coberto com madeira), o cachorro (beiral com caibros a vista) e a beira-seveira (beiral formado por duas ou mais camadas de telhas).

Na década de 1970 os acessos ao centro histórico foram fechados com correntes, impedindo a entrada de veículos pelas ruas de pedras. Até 1980 o calçamento de pedras estava em perfeito estado, com as pedras alinhadas e todas na mesma altura. Entretanto, nesse ano, retiraram as pedras para a construção da rede de esgoto, e ao colocarem de volta não o fizeram corretamente.

Igreja da Santa Rita, inaugurada em 1722. (Foto: André Luiz)




PRINCIPAIS CONSTRUÇÕES COLONIAIS

Sobrado dos Bonecos

Construído em meados do século XIX, possui uma mistura de vários estilos arquitetônicos. Observar os batentes de granito, o gradil trabalhado nas sacadas, os lampiões de vidro e ferro, as telhas de louça pintada e, as cornetas de bronze usadas para escoar a água da chuva. Localizado na Rua do Comércio, logo depois do Café Paraty. Seu nome advém de cinco estátuas de louça que ficavam sobre sua platibanda mas retiradas e vendidas na década de 1930.





Casa da Cultura

Situada na esquina das ruas Samuel Costa e Dona Geralda, esse belo sobrado foi construído em 1754, como mostra o florão acima da porta de entrada. No início do século XX funcionou com escola, virando, posteriormente, um clube (boate) até ser transformado em 1990 na atual Casa da Cultura. Segundo a UNESCO é o sobrado mais representativo da arquitetura do século XVIII.





Santa Casa da Misericórdia

A primeira pedra da construção foi benzida na igreja da Matriz em 13 de outubro de 1822. Está localizada na margem esquerda do rio Perequê-Açu, fora do centro histórico. Especialmente construído para ser hospital, possui ventilação nos tetos dos quartos, pé direito alto e um pátio interno para iluminação e ventilação onde há uma estátua de Dom Pedro I.





Sobrado na Rua da Matriz

Localizado no início da Rua da Matriz, próximo à igreja Santa Rita é considerado um dos sobrados mais antigos da cidade.





Câmara Municipal

Situada na esquina das ruas do Comércio e Samuel Costa, teve sua parte inferior construída no século XVIII e a parte superior no século XIX. No seu interior encontra-se alguns móveis da antiga loja maçônica União e Beleza, entre os quais sofás com o triângulo maçom e o dossel (cobertura ornamental) sobre a mesa da presidência. Destaca-se também uma litografia de D. Pedro II do século XIX.





Sobrados da Rua do Comércio

Nos fundos da igreja Matriz estão quatro belos sobrados contíguos. No terceiro deles, cuja porta está a data de 1848, funcionou um teatro.





Sobrado do Príncipe

Localizado na rua fresca, belíssimo sobrado cercado por paineiras imperial, pertencente à família real.





Mercado de Peixe

Paraty e Angra dos Reis produzem 10% do pescado consumido no estado do Rio de Janeiro. No mercado de peixe de Paraty, próximo ao largo da Santa Rita e de frente para o mar, tem-se a oportunidade de comprar peixes, camarões, lulas, polvos absolutamente frescos, às vezes ainda vivos. Barcos de pesca de menor porte conseguem chegar até a porta do mercado para desembarcar a pesca do dia.







Casas na Rua da Praia

Nenhuma das casas desse trecho da rua possui janelas, indicando que ali, próximo ao cais, era a principal área de comércio da cidade, com construções destinadas a armazéns, mercados e depósitos. Atualmente estas casas estão sendo usadas como ateliers.





Sobrado dos Abacaxis

Sobrado rico em detalhes arquitetônicos, com ornamentos maçons na fachada, sacadas com gradil de ferro trabalhado e adornos em forma de abacaxis (símbolo de prosperidade).





Chafariz do Pedreira

Construído em 1851, abastecia de água os moradores da cidade e os tropeiros que faziam as viagens pela serra.



Igreja da Matriz (ou Igreja de Nossa Senhora dos Remédios)

Começou a ser construída em 1787 só ficando pronta em 08 de setembro de 1873, 86 anos depois. A igreja Matriz está situada em frente à praça de mesmo nome e possui uma construção imponente. A obra não chegou a ser completada por falta de recursos (nota-se que as duas torres não foram terminadas, ficando pequenas para o tamanho da igreja e, ao fundo, pedras sobressaem das colunas externas indicando que seriam construídas mais paredes).

Aberta de terça a domingo das 09:00h às 12:00h e das 14:00h às 17:00h.





Igreja da Santa Rita

A igreja da Santa Rita foi aberta ao público em 30 de junho de 1722, tornando-se a mais antiga igreja de Paraty. Lúcio Costa, o arquiteto que ajudou a projetar a cidade de Brasília, considerou esta a mais bela arquitetura religiosa da cidade. Numa construção anexa à igreja, está o cemitério da Irmandade em estilo columbário (com tumbas embutidas), construído no século XIX. Existe nesse anexo um poço de água transparente que muitos acreditavam ser milagrosa.

Aberta de quarta a domingo das 09:00h às 12:00h e das 14:00h às 17:00h.







Igreja de Nossa Senhora das Dores

Construída em 1800 para a aristocracia. Entretanto com o isolamento e decadência da cidade a partr de 1870, a igreja ficou abandonada até 1901, quando a Irmandade de Nossa Senhora das Dores, composta somente por mulheres, a reformou. É atualmente conhecida com “Capela das Dores” ou “Capelinha”. Projetada para ter duas torres, apenas uma foi concluída. Na parte de traz da igreja há um cemitério em estilo columbário (com tumbas embutidas).

Aberta de terça a domingo das 09:00h às 12:00h e das 14:00h às 17:00h.





Igreja de Nossa Senhora do Rosário e São Benedito

Destinada aos escravos, teve sua construção iniciada em 1725 e terminada definitivamente em 1757.

Aberta de terça a domingo das 09:00h às 12:00h e das 14:00h às 17:00h.





Forte Defensor Perpétuo

Construído em 1703, está localizado no morro ao norte e próximo à cidade (quinze minutos de caminhada a partir do centro histórico). O Forte Defensor Perpétuo está bem conservado e possui belíssima vista para a baía de Paraty. Espalhados pelo jardim, há oito canhões de diferentes calibres e enormes tachos de ferro onde se cozinhava óleo de baleia para ser utilizado na construção e iluminação. Possui uma Casa da Pólvora e, no espaço onde era a cadeia do forte e o alojamento dos soldados, está hoje o Centro de Artes e Tradições Populares de Paraty, um museu com exposição permanente de artesanato caiçara.

O forte abre diariamente das 9:00h às 17:00h e o Centro de Artes e Tradições Populares abre de quarta a domingo das 09:00h às 12:00h e das 14:00h às 17:00h.





Quartel da Fortaleza da Patitiba

Situado ao lado da Igreja Santa Rita, sua construção data de 1703. Esse prédio era um dos elementos do que uma vez foi a Fortaleza da Patitiba. No fim do século XIX o local foi reformado e utilizado até o ano de 1980 como cadeia pública. Atualmente abriga a biblioteca Fábio Vilaboim e a Pinacoteca Marino Gouveia com exposição permanente de obras de arte

Aberto de segunda a sexta das 9:00h às 12:00h e das 14:00h às 17:00h





MUSEUS, EXPOSIÇÕES E CULTURA

Casa da Cultura

Este sobrado do século XVIII abriga desde março de 2004 a Casa da Cultura de Paraty. Possui auditório para 180 pessoas, livraria, espaço para exposições temporárias, loja de artesanatos e uma exposição permanente idealizada pela diretora teatral Bia Lessa, com peças do cotidiano paratiense, computadores com a história e informações para os turistas.



Museu de Arte Sacra

Localizado nos fundos da Igreja Santa Rita, este museu foi criado em 1973 e é administrado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN). Possui exposição permanente de imagens, pratarias, paramentos, alfaias e documentos pertencentes às antigas irmandades religiosas da cidade.

Aberto de quarta a domingo das 09:00h às 12:00h e das 14:00h às 17:00h.



Centro de Tradições e Artes Populares

Museu localizado dentro do Forte Defensor Perpétuo. Possui exposição permanente de artesanato caiçara agrupados de forma a mostrar aspectos importantes da vida dessas pessoas.

O Centro de Artes e Tradições Populares abre de quarta a domingo das 09:00h às 12:00h e das 14:00h às 17:00h.



Pinacoteca Antônio Marino de Gouveia

Localizada no Quartel da Patitiba, junto à biblioteca Fábio Villaboim, possui exposição permanente de artistas como Di Cavalcanti e Djanira, além de artistas regionais.

Aberto de segunda a sexta das 9:00h às 12:00h e das 14:00h às 17:00h



Biblioteca Municipal Fábio Villaboim

A Biblioteca Pública foi fundada em 1905 e em 1919 já haviam 2.109 livros devidamente catalogados. Esse acervo está incorporado na atual biblioteca municipal. Localizada no Quartel da Patitiba, possui livros de assuntos gerais, documentos históricos e livros sobre a cidade.

Aberto de segunda a sexta das 9:00h às 12:00h e das 14:00h às 17:00h.