| PARATIENSES ILUSTRES |
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| José
Kleber |
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| João
Pimenta de Carvalho (nascido por volta
de 1590 e falecido antes de 1660) |
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| Paratiense por opção
e não por nascimento, até porque foi
um dos primeiros homens branco a viver em Paraty.
Era Capitão-Mor e procurador da Condessa
de Vimieiro, donatária da Capitania de São
Vicente e possuía poderes para doar sesmarias.
Alguns registros históricos informam que
no dia 16 de agosto de 1630 (dia de São Roque)
João Pimenta de Carvalho chegou nessa região
e fundou um povoado no local onde hoje é
o Morro do Forte, construindo uma capela dedicada
a São Roque. Em 1624 autorizou uma doação
de sesmaria em Paraty-Mirim em nome de Fernando
Loredo Coronel e Diogo Bermudes. Em 1630 doou uma
sesmaria para sua filha, Maria Jácome de
Melo, de légua e meia, tendo o rio Perequê-Açu
ao centro – local onde futuramente cresceria
a cidade. |
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| Maria Jácome
de Melo (viveu no século XVII) |
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| Doou parte de suas
terras – uma área localizada entre
os rios Perequê-Açu e Patitiba (atual
Mateus Nunes) – para a formação
da vila. Ao doar as terras impôs duas condições:
construção de uma capela ao santo
de sua devoção (Nossa Senhora dos
Remédios) e respeito aos índios guaianases que viviam ou passavam pela região. |
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| Domingos Gonçalves
de Abreu E Jorge Fernandes da Fonseca (viveram
no século XVII) |
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| Ambos tinham parentesco
entre si e com João Pimenta de Carvalho e
Maria Jácome de Melo. Num ato de rebeldia,
levantaram em 1660 o Pelourinho em Paraty, símbolo
de independência e jurisdição,
transformando o povoado em vila independente de
Angra dos Reis. Apesar de repreendidos com multa
e degredo de cinco anos para Angola, esse ato fez
com que logo depois (1667) o povoado fosse oficialmente
considerada vila. |
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| Francisco Amaral
Gurgel (viveu entre meados do século
XVII e início do XVIII) |
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| Fazendeiro e comerciante
muito rico em Paraty, em 1709 propôs ao rei
a compra da Capitânia de São Vicente.
Por duas vezes liderou soldados contra ataques piratas.
Em 1710 o corsário francês João
Batista Duclerc tentou desembarcar em Paraty mas
foi impedido com tiros de canhões. Por essa
feita Francisco foi nomeado Coronel de Exército
e Capitão-Mór de Paraty. |
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| Em 1711, seis mil franceses
comandados por Renato Dugay Trouin tomaram a cidade
do Rio de Janeiro. Francisco juntou, inteiramente
à suas custas, uma força com 580 homens
de Paraty e se dirigiu para o Rio de Janeiro. Chegando
na cidade descobriu que o exército local,
junto com o governador, havia abandonado o lugar.
Vendo que não adiantaria lutar contra os
franceses, negociou um resgate de 200 bois, 100
caixas de açúcar e 600.000 cruzados
para que deixassem a cidade sem destruí-la. |
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| Alguns dizem que o
resgate foi pago com animais e açúcar
de sua fazenda em Paraty-Mirim e dinheiro de seu
próprio bolso. O governador do Rio foi punido
por ter abandonado a cidade com dez anos de serviços
pesados na África. Os mais velhos de Paraty
reclamam que o dinheiro desse resgate nunca mais
foi devolvido para a cidade. Foi elogiado pelo Rei
de Portugal que “lhe agradeceu a fidelidade,
o zêlo e valentia que mostrou na defesa da
praça”. Apesar de todo seu poder, em
1721 foi acusado de assassinato em Paraty, sendo
preso e enviado à Portugal. |
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| Lourenço
Carvalho Da Cunha (nascido no fim do século
XVII, falecido em 1722) |
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| Genro de Francisco
Amaral Gurgel, ficou rico com o transporte de carga
pelo caminho do ouro. Possuía 300 escravos
que faziam o transporte de ouro serra abaixo e,
de mercadorias serra acima. Coube a ele, então
Capitão-Mor, receber em Paraty a mais alta
autoridade do Brasil-Colônia, o Conde de Assumar,
governador da Capitânia de Minas Gerais. Em
1711 socorreu, com seus escravos armados, a Ilha
Grande de um ataque pirata e em 1719, a Vila de
Angra dos Reis. Possuía duas sesmarias de
três mil braças cada (aproximadamente
22.000 metros quadrados), recebidas em 1719 na região
do Saco de Mamanguá, onde construiu a Capela
de Nossa Senhora da Conceição de Mamanguá.
Em 1720 foi envolvido num caso de contrabando com
navios franceses, mas com sua influência acabou
sendo absolvido. |
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| Salvador Carvalho
Do Amaral Gurgel (nascido em 1762) |
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| Formado em medicina,
mudou-se para Ouro Preto, onde ficou amigo de Tiradentes
e outros participantes da Conjuração
Mineira (movimento pela independência de Minas
Gerais que foi traído e abortado). Assim
como os principais participantes, com exceção
de Tiradentes que foi enforcado e esquartejado,
foi deportado para África. Salvador Carvalho
foi o único fluminense a participar desse
movimento. Na África continuou a exercer
a medicina, foi vereador e casou-se constituindo
família. |
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| Barão
De Mangaratiba (Antônio Pereira dos
Passos 1786/1866) |
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| Nascido em Paraty,
mudou-se em 1825 para São João do
Príncipe, cidade hoje desaparecida sob as
águas de uma represa. Foi vereador, juiz,
major da Guarda Nacional e fazendeiro. Em 1860 foi
agraciado com o título de Barão de
Mangaratiba por causa de grande doação
feita a favor do Hospital D. Pedro II, no Rio de
Janeiro. |
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| Marechal Santos
Dias (Manuel Eufrázio dos Santos
Dias, 1840/1915) |
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| Herói da Guerra
do Paraguai (1864 a 1870) agraciado com condecorações
e títulos honoríficos. Ainda defendeu
em 1889 a recém proclamada República
do Brasil dos rebeldes caudilhos. |
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| Dona Geralda
(Geralda Maria da Silva 1807/1890) |
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| Seus pais foram donos
da Fazenda Bananal, deixando grande herança
em terras, casas, escravos, dinheiro e títulos
de dívida ativa. Sem nunca ter casado, dedicou
boa parte de sua vida ajudando os necessitados.
Foi com sua ajuda financeira que após 86
anos conseguiram finalizar a construção
da Igreja Matriz. Em 1882 a Câmara Municipal decidiu homenageá-la colocando seu nome na
rua onde morava, a qual modestamente recusou (sem
ser atendida). |
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| Em 1864 o imperador
D. Pedro II a nomeou com o título de Dona
Honorária de Palácio pelos “distintos
serviços prestados à religião”.
Em seu inventário deixou grande parte de
sua fortuna para as irmandades das igrejas, para
a Santa Casas da Misericórdia, para familiares,
amigos e escravos. |
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| Samuel Madruga
Costa (1882/1930) |
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| Advogado, jornalista,
historiador, poeta, vereador, primeiro prefeito
de Paraty, deputado estadual por duas vezes. Durante
o seu governo instalou a luz elétrica na
cidade, inaugurou escolas, fez a praça em
frente à igreja da Matriz, reformou a Santa
Casa. Os mais confiáveis registros da história
de Paraty foram feitos por José de Souza
Pizarro e Araújo no século XVIII e
Samuel Costa no século XIX. |
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| José
Kleber (1932-1989) |
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| Ator, compositor, poeta,
músico e vereador. Deixou como legado vários
poemas e canções sobre a cidade onde
nasceu e viveu. |
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