PARATY - CIDADE HISTÓRICA - BRASIL
Paraty
   
FESTA LITERÁRIA INTERNACIONAL DE PARATY - FLIP 2010
De 04 a 08 de Agosto de 2010
FLIP - Festa Literária Internacional de Paraty
 
 
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- Flipinha 2010
 
Pequeno resumo sobre a FLIP
Lançada em 2003,a FLIP sofreu modificações significativas já na segunda edição, quando teve seu nome mudado, passando de Festival à Festa, além de sua duração, que passou de três para cinco dias. Desde sua primeira edição, a Festa vem crescendo, seja com relação ao número e expressão de escritores e editoras convidadas, seja no número de visitantes. Falando em nome, a FLIP utiliza o nome Parati, assim mesmo com o i, para realçar que a Festa é “Parati/Para Você” – tornando ainda mais convidativo o evento.
 
Segundo Mauro Munhoz, Diretor Presidente da Associação Casa Azul, realizadora da Festa, a idéia de promover a FLIP nasceu em parceria com a editora inglesa Liz Calder, inspirada em eventos similares, realizados em cidades pequenas. Daí o fato de escolher como ”lar”, a charmosa Paraty, elevando-a ao nível de Hay-on-Wye (País de Gales), Adelaide (Austrália), Harbourfront (Canadá) Berlim (Alemanha), Edimburgo (Escócia) e Mantua (Itália), no que diz respeito a grandes eventos literários.
 
 
Você já bebeu “Paraty”?
O sucesso da FLIP deve-se a diversos fatores, entre eles, a fértil experiência cultural que oferece. Porém, é preciso “abrir um parêntese” para falar do papel de Paraty nesse sucesso: sua beleza única, emoldurada por história e cultura, seu entorno marcado por tesouros naturais e a hospitalidade de seu povo, sempre de braços abertos, têm sido determinantes. Devido a esse ambiente informal e aconchegante – para falar o mínimo - durante esses cinco dias o visitante pode usufruir de experiências únicas, como a de, por exemplo, degustar uma deliciosa “Paraty”, a famosa cachaça da terra, junto a personalidades como Caetano Veloso, Jô Soares, Antônio Cícero ou Arnaldo Jabor. Isso sem falar na oportunidade de “bater uma pelada” com ninguém menos que Chico Buarque. Só mesmo Paraty poderia proporcionar cenas como estas, nos intervalos entre os eventos. Porém, tudo isso só é possível porque, enquanto o clima das ruas históricas sugere um bate-papo descontraído, as pousadas, restaurantes e demais serviços oferecem um excelente padrão de qualidade. Além disso, o entusiasmo e a qualidade de seu fiel público são ingredientes principais da verdadeira “festa” em que a cidade se transforma todos os anos durante a FLIP.
 
Histórico das Programações
As temáticas variadas tratadas nos debates deram o contorno à presença de autores mundialmente respeitados. Além dos nossos grandes talentos brasileiros, interagindo entre si e com os autores estrangeiros. Eis alguns exemplos, por edição, de mesas que fizeram a história da FLIP:
 
2003 - Ninguém melhor para falar de literatura e humor do que os dois melhores textos de humor do país – Veríssimo e Millôr – e um diligente e inspiradíssimo compilador de textos humorísticos como Ruy Castro. Ferreira Gullar, considerado o maior poeta vivo do Brasil, foi grande destaque entre os brasileiros, lendo trechos de seu livro Relâmpagos
 
2004 - Nação crioula, de 1997, consagrou José Eduardo Agualusa, nascido em Huambo, Angola, como um dos mais importantes escritores africanos de língua portuguesa. Agualusa dividiu a mesa com seu admirador Caetano Veloso, um dos maiores artistas brasileiros. África e Brasil - unidos e, estranhamente, separados.
 
No encerramento da segunda edição da Festa Literária Internacional de Parati, nomes como Paul Auster, Margaret Atwood, Martin Amis, Pierre Michon, Miguel Sousa Tavares, Milton Hatoum, Joca Reiners Terron falaram sobre seus livros de devoção.
 
2005 - No ano da comemoração dos cinqüenta anos da peça "Auto da compadecida", Ariano Suassuna, uma das vozes mais polêmicas e espirituosas de nossa literatura contemporânea, subiu ao palco para expor sua visão das raízes ibéricas da cultura brasileira.
 
Um lançamento mundial foi feito em Paraty, e em grande estilo! O escritor anglo-indiano Salman Rushdie leu trechos de seu romance, Shalimar, o equilibrista, uma obra na corda-bamba entre Índia e Paquistão, Oriente e Ocidente, ódio e paixão, céu e terra.
 
2006 - A prosa dos escritores Reinaldo Moraes (Tanto faz, Umidade), André Sant’anna (Amor, O paraíso é bem bacana) e do premiado cartunista Lourenço Mutarelli (O cheiro do ralo, O natimorto) se desenvolveu num fluxo ora caudaloso, ora taquigráfico, expondo a superficialidade, a violência, os impasses e os paradoxos das relações humanas.
 
Toni Morrison, ganhadora do Prêmio Nobel de Literatura em 1993. Autora de Amor, Os cânticos de Salomão e Amada — escolhido como a melhor obra norte-americana de ficção dos últimos 25 anos — discorreu sobre a literatura e sua capacidade inigualável e duradoura de informar, entreter, enriquecer e iluminar. Nenhum outro romancista retratou a realidade dos negros norte-americanos com tanta força e sensibilidade.
 
2007 – Os autores participantes da FLIP 2007 foram: Ahdaf Soueif, Alan Pauls, Amós Oz, Ana Maria Gonçalves, Antonio Torres, Arnaldo Jabor, Augusto Boal, Barbara Heliodora, Bosco Brasil, Cecilia Giannetti, César Aira, Chacal, Dennis Lehane, Eduardo Tolentino, Fabrício Corsaletti, Fernando Morais, Guilhermo Arriaga, Ignacio Padilla, Ishmael Beah, J.M.Coetzee, Jim Dodge, Kiran Desai, Lawrence Wright, Leyla Perrone-Moisés, Lobão, Luiz Felipe de Alencastro, Maria Rita Kehl, Mário Bortolotto, Mia Couto, Nadine Gordimer, Nuno Ramos, Paulo Cesar de Araújo, Paulo Lins, Robert Fisk, Rodrigo Fresán, Ruy Castro, Silviano Santiago, Verônica Stigger, Will Self e Willian Boyd.
 
2008 – A Flip 2008 levou muito livro e badalação a Paraty. Autores brasileiros como Luiz Fernando Veríssimo e internacionais dividiram as ruas da cidade com curiosos e artistas famosos. Autores: Adriana Lunardi, Alessandro Baricco, Ana Maria Machado, Caco Barcellos, Carlos Lyra, Cees Nooteboom, Chimamanda Ngozi Adichie, Cíntia Moscovich, Contardo Calligaris, David Sedaris, Elisabeth Roudinesco, Emilio Fraia, Fernando Vallejo, Guilherme Fiuza, Humberto Werneck, Inês Pedrosa, Ingo Schulze, João Gilberto Noll, José Miguel Wisnik, Lorenzo Mammì, Lucrecia Martel, Luiz Fernando Carvalho, Marcelo Coelho, Martín Kohan, Michel Laub, Misha Glenny, Modesto Carone, Nathan Englander, Neil Gaiman, Pepetela, Pierre Bayard, Richard Price, Roberto DaMatta, Roberto Schwarz, Rodrigo Naves, Sérgio Machado, Sergio Paulo Rouanet, Tom Stoppard, Vanessa Barbara, Vitor Ramil, Xico Sá, Zoë Heller.
 
2009 - A FLIP homenageia o escritor pernambucano Manuel Bandeira (1886-1968). A obra poética de Bandeira ocupa lugar indiscutível na tradição literária brasileira. Livros como A cinza das horas (1917), Carnaval (1919) e Libertinagem (1930) tornaram-se marcos da poesia brasileira - mas há tempos não são objeto de atenção do meio editorial. O tributo oferecido pela Flip tem como objetivo alterar esse cenário. "A homenagem da Flip pretende contribuir para a revalorização da obra poética e para tornar mais conhecidas as diversas faces de Manuel Bandeira", afirma Flávio Moura, Diretor de Programação da FLIP.
 
Homenagens
A 8ª edição acontecerá entre 4 e 8 de agosto de 2010 e homenageará o sociólogo Gilberto Freyre. Com a crescente atuação do Brasil no cenário internacional, bem como o bom desempenho da economia e a seleção do país como sede da Copa do Mundo de 2014 e das Olimpíadas de 2016, a escolha de homenagear o autor que primeiro analisou a constituição da sociedade brasileira sob perspectiva positiva promete incentivar acaloradas discussões em Paraty.
 
Shows de Abertura
Por falar em comemoração: boa festa é igual à boa música! Já “encantaram” nos shows de abertura em anos anteriores, nomes como:
 
2004 - José Miguel Wisnik dirigiu o show de abertura em homenagem a Guimarães Rosa. Caetano Veloso e Chico Buarque foram fortes presenças.
 
2005 - Um dos mais expressivos compositores da música brasileira, Paulinho da Viola apresentou um repertório que une canção popular com sofisticação melódica e letras refinadas. Ainda na programação musical de 2005, Danilo Caymmi (voz e flauta) e Muri Costa (violão), apresentaram, no Café Paraty, música brasileira com repertório especial de Dorival Caymmi. Yamandu Costa também brindou o público do Café Paraty, com seu talento único.
 
2006 - Abertura em grande estilo, trazendo um dos maiores ícones da música brasileira. Com estilo próprio e uma forte presença no palco, onde combina elementos da música, da literatura e do teatro, Maria Bethânia apresentou uma breve demonstração de sua trajetória artística e da união indissolúvel entre texto e canto.
 
2007 – Shows de João Donato e da Orquestra Imperial, com suas performances
efusivas de carnaval e funk, gafieira e soul, samba e bolero. Entre seus 18 integrantes estão, Wilson das Neves, Rodrigo Amarante (Los Hermanos), Moreno Veloso, Thalma de Freitas, Nina Becker, além do guitarrista Pedro Sá.
 
2008 – Shows de Luis Melodia fez uma leitura da produção de compositores como Geraldo Pereira e Cartola.
 
2009 – Shows de Adriana Calcanhotto com abertura de Romulo Fróes e banda.
 

2010 - Shows de Edu Lobo, Renata Rosa com Marcelo Jeneci e Quarteto de cordas da Academia da Osesp

 
 
COMO COMPRAR INGRESSOS?

No próximo dia 5 de julho, às 10h, terá início a venda de ingressos para a Flip 2010.

Serão vendidos ingressos para a Conferência de Abertura, o Show de Abertura e as mesas da programação principal na Tenda dos Autores e na Tenda do Telão. Ingressos para a programação da Casa da Cultura serão vendidos somente durante o evento, nas bilheterias da Flip, em Paraty.

Você poderá comprar:
- pelo site http://www.ticketsforfun.com.br
- pelo telefone 4003-0848 (número nacional)
- nos pontos de venda da Tickets for Fun. Veja aqui a lista e os horários de atendimento dos pontos de venda credenciados.

Para sugestões e reclamações, favor enviar e-mail para flip@ticketsforfun.com.br

 

Preços
Show de Abertura (Tenda do Telão): R$ 40
Mesas Literárias e Conferência de Abertura (Tenda dos Autores): R$ 40
Mesas Literárias e Conferência de Abertura - Transmissão ao vivo (Tenda do Telão): R$ 10
Eventos da Flip – Casa da Cultura (ingressos apenas em Paraty, durante a Flip): R$ 10

Obs.: Estudantes e idosos pagam meia-entrada. Cheques não serão aceitos em nenhum canal e dinheiro será aceito somente nos pontos de venda e na bilheteria em Paraty.

 
PROGRAMAÇÃO: - EM BREVE PROGRAMAÇÃO FLIP 2010
QUARTA-FEIRA, 04 de Agosto de 2010

19h
Conferência de abertura

Casa-grande & senzala:
um livro perene

Fernando Henrique Cardoso

debatedor
Luiz Felipe de Alencastro

Na mesa que abre a Flip 2010, o sociólogo Fernando Henrique Cardoso, autor do prefácio da edição mais recente de Casa-grande & senzala e um dos principais intérpretes de Gilberto Freyre no Brasil, fala sobre as contradições que estão na origem dessa obra seminal do pensamento brasileiro. A seu lado, o historiador Luiz Felipe de Alencastro, um dos maiores conhecedores da escravidão no Brasil, comenta a palestra com ênfase na figura do negro, tal como abordada no clássico de Freyre.

21h30
Show de abertura
Edu Lobo
Renata Rosa
com Marcelo Jeneci e Quarteto de cordas da Academia da Osesp

direção artística
Arthur Nestrovski

 
QUINTA-FEIRA, 05 de Agosto de 2010

10h
Mesa 1

Ao correr da pena

Edson Nery da Fonseca
Moacyr Scliar
Ricardo Benzaquen

mediação
Ángel Gurría-Quintana

“A escrita é meu veículo. Vaidosamente ou não, considero-me um escritor literário, com uma forma literária de expressão”, declarou Freyre certa vez. Parte significativa da crítica concorda: há consenso de que não há pensador social no Brasil que seja páreo para Freyre no quesito qualidade da escrita. Para analisar esse aspecto decisivo de sua obra, o ficcionista Scliar, o crítico literário Edson Nery e o historiador Benzaquen se juntam em Paraty.

 

12h
Mesa 2

De frente pro crime

Patrícia Melo
Lionel Shriver

mediação
Arnaldo Bloch

Lionel Shriver correu o mundo com seu Precisamos falar sobre o Kevin, romance de investigação psicológica sobre uma família que tenta compreender as motivações de um filho genocida. Na prosa contemporânea brasileira, poucos autores dominam o suspense psicológico como Patrícia Melo. Sobre este e outros pontos em comuns deve girar a conversa das duas em Paraty.

 

15h
Mesa 3

Fábulas contemporâneas

Reinaldo Moraes
Ronaldo Correia de Brito
Beatriz Bracher

mediação
Cristiane Costa

Moraes fala do universo underground paulistano e da rotina de abusos, drogas e álcool de personagens desregrados. Brito cria um sertão mítico com ecos de parábolas bíblicas. Bracher brinca com o idioma e escreve contos intimistas. O que aproxima três vozes tão distintas? O fato de figurarem entre as mais densas e originais da literatura brasileira. Isso basta para justificar a conversa que travam em Paraty.

 

17h15
Mesa 4

Veias abertas

Isabel Allende

mediação
Humberto Werneck

Isabel Allende é um sucesso estrondoso de público. Desde A casa dos espíritos, de 1982, foram mais de 56 milhões de livros vendidos em trinta idiomas. Ao lado de Gabriel García Márquez, Mario Vargas Llosa e Carlos Fuentes, é um dos nomes mais bem-sucedidos da literatura latino-americana e um ícone do “realismo mágico”, que tanto marcou a prosa criada no continente desde os anos 1970. É sobre essa trajetória singular que ela conversa com o jornalista e veterano da Flip Humberto Werneck.

 

19h30
Mesa 5

O livro: capítulo 1

Peter Burke
Robert Darnton

mediação
Lilia Schwarcz

“O segundo livro publicado na imprensa de Gutenberg era sobre a morte do mercado editorial”, diz uma piada corrente no meio literário. Na primeira das duas mesas dedicadas ao destino do livro este ano em Paraty, dois dos mais respeitados historiadores da atualidade, ambos especialistas em história da leitura e da mídia, mostram como essa discussão remonta aos primórdios da era moderna e está longe de se resumir a Ipads, Kindles e outras novidades tecnológicas.

 
SEXTA-FEIRA, 06 de Agosto de 2010

10h
Mesa 6

O livro: capítulo 2

Robert Darnton
John Makinson

mediação
Cristiane Costa

Nenhum autor contemporâneo foi tão fundo no estudo sobre o futuro do livro quanto o historiador Robert Darnton. Diretor da biblioteca de Harvard, ele acompanhou de perto as negociações com o Google para a digitalização de todo o acervo da universidade e registrou as implicações da proposta numa série de artigos recém-lançados em livro no Brasil. John Makinson é o CEO da editora Penguin e está na vanguarda do processo de transformação por que passa o mercado editorial em todo o mundo. Os destinos da palavra escrita são o ponto de partida da conversa de que participam em Paraty.

 

12h
Mesa 7

Além da Casa-grande

Alberto da Costa e Silva
Maria Lúcia Pallares-Burke
Ângela Alonso

mediação
Lilia Schwarcz

Apesar de muito vasta, a obra de Gilberto Freyre costuma ser lembrada apenas por Casa-grande & senzala e Sobrados e mucambos. A proposta desta mesa é examinar a obra de Gilberto Freyre para além de seus livros mais famosos. Nordeste será o tema do africanista Alberto Costa e Silva. A historiadora Maria Lúcia Pallares-Burke fala sobre Ingleses no Brasil. E a socióloga Ângela Alonso discorre sobre Ordem e progresso.

 

15h
Mesa 8

Chá pós-colonial

William Boyd
Pauline Melville

mediação
Ángel Gurría-Quintana

Tanto William Boyd como Pauline Melville são associados a um tipo de literatura que se convencionou chamar “pós-colonial”. O rótulo é vasto e decerto não exprime com precisão a particularidade do trabalho dos escritores a ele associados. Mas vale para autores que examinam, por meio da ficção, o destino de países que foram colônias num passado próximo o suficiente para que as cicatrizes da exploração ainda se façam notar. É o caso dos dois, que encontram nesse tema um ponto de partida para a conversa que travam em Paraty.

 

17h15
Mesa 9

Promessas de um velho mundo

A. B. Yehoshua
Azar Nafisi

mediação
Moacyr Scliar

Yehoshua é um dos grandes nomes da prosa de Israel, ao lado de Amós Oz e David Grossman. Como os colegas, é voz ativa no debate sobre o processo de paz no Oriente Médio. Azar Nafisi é o grande nome da literatura iraniana, país cujo regime teocrático critica de forma feroz em seu trabalho. Nesta mesa, os autores dão testemunho sobre o papel da literatura como caminho para um diálogo entre as culturas em conflito.

 

19h30
Mesa 10

Em nome do filho

Salman Rushdie

mediação
Silio Boccanera

A obra mais recente de Salman Rushdie, Luka e o fogo da vida, terá lançamento mundial durante a Flip. Mas a conversa não se restringe ao assunto do livro, uma fábula para jovens da mesma linhagem de seu celebrado Haroun e o mar de histórias (1998). A ocasião também serve para Rushdie falar de sua condição de autor-síntese da literatura multicultural e de sua visão sobre temas políticos contemporâneos.

 
SÁBADO, 07 de Agosto de 2010

10h
Mesa 11

Andar com fé

Terry Eagleton

mediação
Silio Boccanera

Além de um dos mais influentes críticos literários em atividade, o britânico Terry Eagleton é autor de um livro recente que polemiza com Richard Dawkins, convidado da Flip de 2009. Eagleton argumenta que o ateísmo pregado por cientistas como Dawkins se baseia numa concepção simplista e equivocada de religião. A obra gerou grande polêmica, e é sobre ela que Eagleton fala em Paraty.


12h
Mesa 12

Albany, Nova York e outras aldeias

Colum McCann
William Kennedy

mediação
Ángel Gurría-Quintana

O irlandês Colum McCann ganhou o National Book Award por seu último livro, um painel da comunidade imigrante irlandesa em Nova York nos anos 1970. Nos sete livros de seu “ciclo de Albany”, o americano William Kennedy faz da pequena cidade um microcosmo da sociedade norte-americana. Nos dois casos, a cidade se apresenta como personagem central e suscita a questão que deve nortear a conversa dos dois em Paraty: falar da própria aldeia é de fato o caminho mais curto para ser universal?

 

15h
Mesa 13

Gullar, 80

Ferreira Gullar

mediação
Samuel Titan Jr.

No ano em que completa 80 anos, prestes a lançar livro novo e poucas semanas após receber o "Camões", o mais importante prêmio da língua portuguesa, o poeta Ferreira Gullar é o homenageado desta mesa em Paraty. Ele passa em revista sua trajetória e lê trechos de “Em parte alguma”, seu aguardado livro de poemas.

 

17h15
Mesa 14

A origem do universo

Robert Crumb
Gilbert Shelton

mediação
Sergio Dávila

Mesmo com diversos nomes estelares da literatura mundial no currículo, a Flip raras vezes pôde trazer aos palcos de Paraty uma lenda viva. Esta mesa é uma dessas vezes: num evento para entrar nos anais da cultura brasileira, o mais influente artista de quadrinhos de todos os tempos e ícone da contracultura passa em revista sua carreira, com destaque para o último trabalho: uma versão em quadrinhos do Gênesis. A seu lado, o não menos carismático Gilbert Shelton, que forma com ele a dupla perfeita para falar da história dos quadrinhos contemporâneos e do underground americano.

 

19h30
Mesa 15

O som e o sentido

Lou Reed

mediação
Arthur Dapieve

Lou Reed já se definiu, não sem autoironia, como o “Dostoievski do rock”. Membro de uma linhagem de compositores populares da América do Norte fortemente influenciados pela literatura, tais como Leonard Cohen e Bob Dylan, Reed fala nessa entrevista sobre os limites entre arte e contestação, letra e poesia, alta cultura e rock’n’roll.

 
DOMINGO, 08 de Agosto de 2010

09h30
Mesa Zé Kléber

Paraty: passando o futuro a limpo

Victor Zveibil
Ana Carla Fonseca Reis
Luís Perequê

A definição do Plano Diretor de uma cidade depende do debate plural de ideias, interesses e possibilidades. Mas é de fato a maior ou menor criatividade das ideias que faz um Plano Diretor – a principal das políticas públicas - ser bem sucedido. Por isso, e tomando Paraty como modelo, num momento em que a cidade se prepara para elaborar um novo Plano Diretor, a mesa Zé Kleber desse ano na Flip vai abordar o tema da cidade criativa, aquela que pode passar seu futuro a limpo, projetar a si mesma no tempo, colocar-se com clareza na imaginação de seus habitantes e governantes.

 

11h45
Mesa 16

Gilberto Freyre e o século 21

José de Souza Martins
Peter Burke
Hermano Vianna

Na mesa que encerra a homenagem a Gilberto Freyre, três de seus maiores intérpretes analisam a atualidade da obra do sociólogo. Herdeiro da tradição uspiana, José de Souza Martins explica por que Freyre tornou-se um clássico incontornável. Um dos maiores praticantes da história das mentalidades no mundo, Burke analisa o pioneirismo de Freyre nesse segmento. E o antropólogo Hermano Vianna discute a questão da miscigenação e da identidade nacional na obra do autor pernambucano.

 

14h30
Mesa 17

Cartas, diários e outras subversões

Wendy Guerra
Carola Saavedra

mediação
João Paulo Cuenca

A cubana Wendy Guerra faz dos diários uma ferramenta ficcional importante para dar conta de sua experiência e das contradições que marcam a história política de seu país. Carola Saavedra valeu-se de cartas para compor alguns de seus livros, que fizeram dela uma grata surpresa da literatura brasileira nos últimos anos. A diferença é que Carola escreve numa democracia onde a liberdade de expressão é respeitada; os livros de Wendy, nunca é demais lembrar, estão proibidos de circular pela ditadura cubana.

 

16h30
Mesa 18

Nacional, estrangeiro

Benjamin Moser
Berthold Zilly

mediação
Claudiney Ferreira

Tanto para o americano Benjamin Moser, biógrafo de Clarice Lispector, como para o tradutor alemão Berthold Zilly, o Brasil é uma referência decisiva. Ambos se aproximaram da cultura brasileira de forma casual, mas se transformaram em grandes intérpretes da literatura produzida no Brasil. A visão desses dois autores é uma síntese do papel ambíguo ocupado pela literatura brasileira no exterior, tema dessa conversa de que participam em Paraty.

 

18h15
Mesa 19

Livro de cabeceira

Convidados da Flip leem trechos de seus livros prediletos

 
 
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