PARATY - CIDADE HISTÓRICA - BRASIL
Paraty
   
CENTRO HISTÓRICO
Paraty- Santa Rita
As igrejas serviam de balizamento e polo de atração residencial
 
Em 1646 Maria Jácome de Melo, sesmeira da região, doou uma área de aproximadamente 1,3 quilômetros quadrado, entre os rios Patitiba e Perquê-açu, para que a vila se desenvolvesse. O balizamento definitivo da vila foi feito em 1719, colocando-se quatro marcos de pedra de noventa centímetros de altura acima da terra, em forma de cone, fincado nos quatro cantos do terreno.
 
Ciente da vocação portuária da vila, os engenheiros militares, presentes no Brasil desde a metade do século XVI, puderam definir como seriam as ruas e onde ficariam as igrejas, as praças, a cadeia, a câmara e os lotes residenciais. Seguiam assim o padrão das cidades portuguesas onde as igrejas serviam de balizamento e pólo de atração residencial. Como a vila tinha uma área limitada para crescer, dividiu-se os lotes de forma que as casas ficassem germinadas umas às outras, aproveitando melhor dessa forma o espaço disponível para construção.
 
Devido às epidemias de cólera e febre amarela que ocorriam em algumas partes do Brasil, havia em Paraty uma grande preocupação com a salubridade. O projeto da vila previa algumas medidas nesse sentido: as ruas foram feitas com uma leve curvatura para evitar vento encanado (considerado na época um transmissor de doenças); a Santa Casa de Misericórdia (1822) e o atual cemitério (1853) foram construídos em local afastado da vila, desativando em 1836 o cemitério que se localizava na atual praça da Matriz, isolando dessa forma os doentes e os mortos; para evitar incêndio foi proibida em 1831 as construções em madeira e coberturas de palha, bem como era obrigatório o aterramento e o cercamento de terrenos baldios.
 
Em 1799 a Câmara Municipal definiu que as novas edificações deveriam ter na sua fachada dezessete palmos e meio de altura e as portas onze palmos e meio com cinco de largura, além de vergas (parte superior do batente) circulares.
 
Sobrado em Paraty
As casas são construídas acima do nível da rua por causa das marés
 
A iluminação elétrica chegou apenas em 1928. Antes disso a cidade era iluminada por lampiões movidos a óleo de baleia.

O centro histórico possui trinta e um quarteirões (antigamente havia trinta e três quarteirões: ao lado da matriz, onde hoje há um estacionamento, haviam três grandes sobrados formando um quarteirão (no sobrado do meio funcionava desde 1667, a Câmara, Conselho e Cadeia Pública) e, a rua Santa Rita continuava até a rua Domingo Gonçalves Dias, formando mais um quarteirão), quatro praças (Bandeira, Santa Rita, Matriz e Rosário) e uma área de terreno destinada a eventos e estacionamentos. Contando com as ruas que margeiam o centro histórico, existem oito ruas no sentido norte/sul e seis ruas no sentido leste/oeste (sete se considerar a pequena rua do Fogo).
 
Em frente a cada casa há um passeio de aproximadamente um metro, normalmente formado por grandes pedras retangulares colocadas perpendicularmente às paredes das casas. As ruas possuem uma depressão ao meio fio, de forma a escoar água da chuva e permitir a invasão de marés mais altas, motivo pelo qual as casas foram construídas pelo menos trinta centímetros acima do nível da rua. Permitir a entrada do mar pelas ruas era uma forma natural de manter a cidade limpa.
 
Rua do centro histórico
O calçamento das ruas começou a ser feito no século XVIII
 
Nota-se ainda que em todas as esquinas do bairro histórico há três cunhais de pedra lavrada, formando um triângulo imaginário, símbolo maçônico que representa Deus. Existem três tipos de beirais nas casas do centro histórico: a cimalha (beiral coberto com madeira), o cachorro (beiral com caibros a vista) e a beira-seveira (beiral formado por duas ou mais camadas de telhas).
 
As janelas de vidro foram introduzidas nas casas a partir do século XIX. Antes disso eram usadas grades de treliças que possuíam boa ventilação além de permitir enxergar a rua sem que os transuentes conseguissem ver dentro das casas.
 
O calçamento das ruas de Paraty com pedras irregulares - conhecido como pé-de-moleque - começou a ser feito no século XVIII, graças ao desenvolvimento trazido pelo ciclo do ouro. Entretanto, foi a riqueza gerada pelo ciclo do café que terminou por calçar todas as ruas, por volta da década de 1830. As pedras eram necessárias porque as tropas de mulas, carregadas com ouro ou café, faziam grandes atoleiros nos dias de chuva e nuvens de poeiras nos dias de sol. As caravelas vindas de Portugal traziam em seus porões lastro de pedras para equilibrá-las. Esse lastro era desembarcado em Paraty e no seu lugar ia o ouro ou o café. Muitos afirmam que eram essas pedras portuguesas as utilizadas no calçamento das ruas, apesar de não haver registros históricos nem estudos geológicos que comprove esse hipótese.
 
Na década de 1970 os acessos ao centro histórico foram fechados com correntes, impedindo a entrada de veículos pelas ruas de pedras. Até 1980 o calçamento de pedras estava em perfeito estado, com as pedras alinhadas e todas na mesma altura. Entretanto, nesse ano, retiraram as pedras para a construção da rede de esgoto, e ao colocarem de volta não o fizeram corretamente.
Documentos históricos mostram os antigos nomes usados em Paraty:
 
NOME ATUAIS NOMES ANTIGOS
Rua Domingo Gonçalves de Abreu Rua Direita do Gravatá / Craguatá / Gragoatá / da Pedreira
Rua Tte. Francisco Antônio Rua Paratyitiba / Patitiba / Commercio / Gov. Portella
Rua da Matriz Rua da Matriz / Marechal Santos Dias
Rua do Fogo Travessa do Fogo
Rua Dona Geralda Rua da Praia / do Mercado
Rua Dr. Pereira Rua Nova da Praia / da Prainha / da Praia
Rua Fresca Rua da Marinha / do Mar /  Alegre
Rua Gravatá (na beira do rio) Rua Gragoatá
Rua da Capela Rua da Capella / das Dores
Rua da Cadeia Rua dos Marianos / dos Pescadores / Marechal Deodóro / do Imperador / Cadêa
Rua Dr. Samuel Costa Rua do Rozário / Rosário
Ruas atualmente sem nome, atrás da  Igreja do Rosário Rua de traz do Rozario
Rua Comendador José Luiz Rua do Rocio / da Pedreira /  Direita da Ferraria / Ferraria /Forja / Direita
Rua Maria Jácome de Melo Rua da Lapa / Cap. Epiphanio
Rua atualmente inexistente (antigamente a rua Santa Rita continuava até a rua Domingos Gonçalves de Abreu)  Rua Nova da Lapa
Rua Santa Rita  Rua do Porto / Rua por de traz de Santa Rita / Travessa de Santa Rita
Rua Aurora Rua Salvador do Couto / do Couto / Jango Pádua
Praça da Bandeira Praça do Porto / Praça da Alegria
Largo da Santa Rita Pç. do Mercado / Praça da Cadeia / Praça Dr. Abreu Lima / Praça Comandante Amaral Peixoto 
Praça da Matriz Cemitério da Matriz / Imperador / Municipal / 15 de Novembro / Monsenhor Hélio Pires
Praça do Chafariz  Praça do Rocio / Campo da Lavagem / Largo da Chácara /  Largo  do Pedreira
Caminho do Ouro Trilha Guaianás /  C. dos Bandeirantes / Estr da Serra do Facão / Cultivado / C. do Inferno / C Velho /
Rio Perequê-Açu Gua-Gendu / Paratii-guaçu / Paratiguaçu / Piraque Assú / Piraqueguaçú / Perequê-Assu
Rio Mateus Nunes Possocinguava / Possimguaba / Patitiba
Morro do Forte Ponta de São Roque / Morro da Vila Velha / Morro do Jabaquara / Ponta da Defesa
Índios Guaianáses Guyanás / Goianás / Guayaná / Goiamimins
Paraty Paratii / Paratec / Parathy / Parati
Ponta da Joatinga Ponta Roncador/Ponta Fragosa/Cabo da Paz/Cabo Respingador
 
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