| PARATY - CIDADE HISTÓRICA - BRASIL |
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| COLONIZAÇÃO DE PARATY |
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Foi
em 1502, durante a segunda expedição
ao Brasil, que a região da baía
de Ilha Grande foi descoberta. |
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| A colonização
das terras brasileiras ocorreu pelo sistema
de sesmarias, onde o donatário recebia
um pedaço de terra e tinha a obrigação
de colonizá-la no prazo de cinco anos,
sob pena de perdê-la. No caso de Paraty
e Angra dos Reis as sesmarias eram entregues
a colonos da capitânia de São
Vicente. A primeira sesmaria da região
foi dada em 1560 em algum local do atual município
de Angra dos Reis. Em 1593 foi doada nas proximidades
do rio Paraty-Mirim a primeira sesmaria em
Paraty. |
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| Entretanto acredita-se
que antes das doações da sesmaria
já havia sido iniciado o processo de
colonização de Paraty. Em 1563
o padre Anchieta passou duas ou mais vezes
por Paraty visitando as aldeias de Iperoig
(Ubatuba) e Araribá (Angra dos Reis),
tentando fazer um tratado de paz entre os
portugueses e os índios tamoios (ou
tupinambás). Cunhambebe, cacique da
aldeia Araribá e líder da Confederação
dos Tamoios, manda construir para o padre
Anchieta, no fundo do Saco de Mamanguá,
à margem do rio Iriró, uma “casa
grande de dizer missas e pernoitar”,
em agradecimento ao padre por ter salvado
índios da aldeia com varíola.
Próximo a esse lugar existe um pico
chamado Cairuçu que sendo uma corruptela
de ocairuçu significa em tupi oca=casa
e uçu=grande. Entretanto não
conseguindo o acordo de paz, em 1565 o padre
Anchieta passa mais uma vez por Paraty, pernoitando
na praia do Pouso e acompanhado de expedição
guerreira para combater os tamoios em Uruçumirim
(atual bairro da Glória no Rio de Janeiro) |
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| No ano de 1573,
mercenários europeus a mando do Governador
Antônio de Salema, fazem uma expedição
de Cabo Frio até Paraty escravizando
ou exterminando índios tamoios que
conseguiram escapar da batalha de Uruçumirim. |
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| Outro motivo
que leva a acreditar na colonização
de Paraty começou antes das doações
das sesmarias é que em 1596 o governador
do Rio de Janeiro enviou uma expedição
comandada pelo seu filho – Martim Correa
de Sá - com “setecentos portugueses
e dois mil índios” em busca de
metal e índios tamoios, utilizando
a trilha feitos pelos guaianases, próximo
ao “porto denominado de Paratec”,
demonstrado que o local já era conhecido
como parada de embarcações.
Martim Correa de Sá aguardou em Paraty
(talvez em Paraty-mirim ou Mamanguá)
a chegado de um índio de nome Aleixo
vindo de Ubatuba liderando 80 índios
flecheiros. |
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| Alguns historiadores
defendem que a expedição colonizadora
de Martim Afonso esteve em Paraty no dia 16
de agosto de 1532, iniciando uma colonização
portuguesa no local. Entretanto nessa época
a região era dominada pelos índios
tamoios, inimigos dos portugueses, que dificilmente
permitiriam a permanência nessas terras. |
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| Por
razões geográficas seria fácil
prever que Paraty seria rapidamente povoada:
situada junto ao ponto mais baixo da Serra
do Mar para passagem em direção
ao interior; sua baía abrigada formava
um porto natural; possuía água
doce em abundância; a planície
era boa para o cultivo e; estava situada no
ponto intermediário entre os portos
de Santos e Rio de Janeiro. Por outro lado,
a planície costeira limitada pelo mar
e pela serra, jamais permitiria que a vila
tivesse uma grande atividade agrária,
geradora de uma sólida economia urbana. |
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| No ano de 1630
Maria Jácome de Melo recebeu uma sesmaria
de “legoa e meia por costa” tendo
o rio Perequê-Açu ao meio. Atendendo
exigência do doador João Pimenta
de Carvalho que chegou em Paraty no dia 16
de agosto (Dia de São Roque) daquele
ano, construiu no alto do Morro do Forte uma
capela dedicada a São Roque. A ocupação
inicial da cidade ocorreu em torno dessa capela,
localizada no Morro do Forte de onde se podia
perceber com antecedência a chegada
de navios inimigos. |
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| Para que valorizasse
suas terras, Maria Jácome de Melo doa
em 1646 uma área em local próximo
ao mar e compreendido entre os rios Perequê-Açu
e Patitiba - área bastante alagadiça
e sem possibilidade de cultivo - para que
a povoação se estabeleça,
com a condição de que se construísse
uma igreja em louvor ao santo de sua devoção:
Nossa Senhora dos Remédios. |
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| Com a doação
feita por Maria Jácome de Melo foi
possível planejar de forma ordenada
o crescimento da cidade. Em 1646 construiu-se,
próximo ao rio Perequê-Açu,
de pau-a-pique e cobertura de sapê,
a primeira igreja matriz da cidade e o pequeno
povoamento cresceu em sua volta. Em 1650 havia
no povoado mais de 800 habitantes sem incluir
os aborígenes. Em 1668 essa igreja
foi demolida para ser construída em
seu lugar outra de pedra e cal. |
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| Paraty pertenceu
ao município de Angra dos Reis até
28 de fevereiro de 1667, quando o rei D. Affonso
VI, considerando o crescimento e a superioridade
econômica de Paraty, passou o povoado
para condição de vila com o
pomposo nome de Villa de Nossa Senhora dos
Remédios de Paraty. Esta é a
data oficial de aniversário da cidade
apesar do povoado já existir há
vários anos. A população
da vila era de aproximadamente 3000 pessoas. |
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| No período
que antecedeu o Ciclo do Ouro a economia do
Brasil estava baseada na exportação
do açúcar. Paraty vivia principalmente
das plantações de cana e mandioca
para a produção de açúcar,
cachaça e farinha. A trilha da Serra
do Facão ou Trilha Guaianá era
o caminho utilizado para a troca de produtos
agrícolas com as vilas do Vale do Paraíba,
além de ser a ligação
mais rápida entre as cidades de São
Paulo e Rio de Janeiro, através de
um caminho marítimo-terrestre (do Rio
a Paraty ia-se por mar em quatro a cinco dias
e, de Paraty a São Paulo por terra
em dez a quinze dias). O porto da cidade recebia
escravos africanos destinados às plantações
paulistas. |
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| Nos
meses de inverno, os índios desciam
a serra em busca de pescado, pois sabiam que
o peixe parati, entre os meses de março
a setembro, subia os rios para desova, tornando-se
presa fácil. Por esse motivo os índios
chamavam essa região de paratii que
significa água do parati (“parati”
= espécie de peixe da família
Mugil, “i”=rio ou água).
Os jesuítas, catequizadores dos índios
e os primeiros a estudar suas línguas,
tinham o costume de substituir o duplo “i”
pela letra “y” ficando assim o
nome da cidade de “Paraty”. Entretanto
em 1943 quando houve uma reforma ortográfica
eliminando, entre outros, o “y”
do vocabulário, o Instituto Brasileiro
de Geografia e Estatística (IBGE) passou
a escrever o nome da cidade com “i”,
embora no Vocabulário Ortográfico
Oficial, a Academia Brasileira de Letras considere
que “os topônimos de tradição
histórica secular não sofrem
alteração alguma na sua grafia”,
a exemplo do que ocorre com Bahia. Apesar
da grafia “Parati” ser aceita,
o correto é a forma “Paraty”. |
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| LINKS RELACIONADOS |
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| Turismo em Paraty e
Trindade, Mapa de Praias, Pousadas e Hotéis |
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