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ILHA DO ARAÚJO


   
         
   
         
       

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A ilha do Araújo é a segundo maior ilha da baía de Paraty, perdendo em tamanho apenas para a ilha do Algodão. Seu pico mais alto tem 198 metros e possui aproximadamente dois quilômetros de comprimento por um quilômetro de largura em sua parte mais larga. Existe ali uma comunidade caiçara, alguns ainda vivendo da pesca, mas a maioria trabalhando nas casas de veraneio da ilha ou como marinheiro das embarcações dos proprietários dessas casas. Essa comunidade está concentrada junto à igreja de São Pedro, na praia do Pontal (lado oeste da ilha). Praticamente todo o lado leste da ilha, com vista para a baía de Paraty foi vendido para “gente de fora”, onde foram construídas casas de veraneio. Por estar próxima ao continente (300 metros na menor distância) é a única ilha da baía de Paraty que possui energia elétrica.

Para conhecer a ilha, pode-se alugar uma baleeira na Praia Grande, outra comunidade caiçara, mas que fica no continente (localizada a dez quilômetros de Paraty pela rodovia Rio-Santos).


Ilha do Araújo vista a partir do continente. (Foto: Eduardo La Regina de Andrade)


Os principais eventos da ilha são a Festa de São Pedro e o Festival do Camarão. A Festa de São Pedro ocorre em junho e, é aberta com uma procissão de barcos de pesca, enfeitados com flores e bandeirinhas azuis e brancas, saindo do cais do centro histórico com destino à ilha, carregando a imagem do santo padroeiro dos pescadores. Na festa, que ocorre em frente a igreja de São Pedro, há comidas, danças e músicas típicas. O Festival do Camarão começa na novena da Festa de São Pedro e é realizado para comemorar o fim do defeso da pesca do camarão. Nela são servidos vários pratos da culinária caiçara a base de camarão, especialmente o “camarão casadinho” e o bobó de camarão.

A ilha possui alguns bares, restaurantes, uma ou duas pousadas, um estaleiro, três casas de farinha e várias praias, das quais as mais conhecidas são: Salvador Moreira, Pontal, Brava e Tapera.

Existe um belíssimo passeio ao redor da ilha, por trilha bem demarcada. Começando na praia do Pontal, junto à igreja, essa caminhada passa por praias, grutas, casas de farinha e um mirante com belíssimo visual de toda a baía de Paraty. Uma sugestão é contratar um guia local para acompanhar a caminhada para que ele possa explicar um pouco do modo de vida caiçara e indicar os melhores lugares para se conhecer.

A presença de grandes rochas ao redor da ilha resultou na formação de várias tocas e grutas. A maior delas, a Gruta da Tapera, próxima à praia de mesmo nome (23o 09,37’S / 044o 41,36’W), possui vários compartimentos grandes, onde recentemente foram encontrados ossos antigos, indicando haver ali um sambaqui (sítio arqueológico com instrumentos e ossadas indígenas). Para explorá-la é necessário espírito de aventura, lanternas e guia. Apesar de menores, existem outras tocas também interessantes: Toca dos Ossos (23o 09,60’S / 044o 41,11’W) e Toca das Andorinhas (23o 10,12’S / 044o 41,41’W).