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MÚSICAS DE PARATY



No passado histórico do país, os portugueses saiam de seus lares para descobrir novos mundos; os africanos eram tirados de suas tribos e levados para terras distantes a fim de trabalharem como escravos; os índios fugiam para não ficar cativo dos portugueses. Segundo Silvio Romero no livro Cantos Populares do Brasil, “todos deviam cantar, porque todos tinham saudades”. Da mistura desses cantos surgiram os cantos populares.

Banda Santa Cecília


A música regional de Paraty foi perpetuada através das cantigas dos bailes que se realizavam nas roças e no final das festas religiosas. Para os paratienses a música sempre foi valorizada, seja para cantarem nas igrejas ou nas festas populares. Atualmente a música está presente nos corais das igrejas, nos cirandeiros (rodas de tocadores de viola e outros instrumentos de corda, cantando músicas regionais nas ruas e nos eventos festivos), nas Folias (grupo de religiosos, tocadores de viola, pandeiro, caixa e triângulo, encarregados de percorrer as casas para angaria fundos para as festas religiosas, bem como animá-las) e na Banda Santa Cecília (tuba, bombadino, trombone, pistão, saxofone e instrumento de percussão) que se apresenta em eventos de maior envergadura (antes da criação da Banda Santa Cecília havia as bandas Lyra da Juventude e Banda 25 de Dezembro).

Mais recente são as músicas compostas por paratienses a partir da segunda metade do século XX, exaltando as belezas naturais da terra, o modo de vida caiçara ou contando as histórias dos tropeiros que desciam a serra com ouro e café, cujos principais representantes são Luis Perequê e José Kleber.