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TURISMO EM PARATY (1960 A 2012)


Abandonados pelo governo estadual do Rio de Janeiro, o povo paratiense iniciou um movimento para que a cidade voltasse a fazer parte do Estado de São Paulo, na esperança de receber mais atenção. Apesar de não haver alterado a jurisdição do município, essa campanha teve bastante repercussão na imprensa paulista, despertando o interesse pela cidade.

No início do século XX libaneses de famílias como Salomão, Tabet, Assad, Harb, Capaz, Elias, Afifi, Gibraiu e Klink se estabeleceram na região comprando várias terras. Na década de 1950 com a abertura da estrada ligando Paraty à Cunha e, na década de 1970 com a abertura do trecho da BR-101, ligando as cidades do Rio de Janeiro e Santos, deu-se o início do desenvolvimento turístico e imobiliário em Paraty.

Bares e restaurantes próximos à Praça da Matriz. Foto: Márcio Santos


Em 1940 a população era de aproximadamente 3.570 habitantes. Vinte anos depois já era de 12.085, um aumento de 238,2%. O fornecimento de energia elétrica até meados da década de 1970 era feito por dois grupos geradores com um total de 170 HP, sendo 88% dos 350 consumidores residentes no centro histórico.

Devido ao tombamento da cidade por motivos culturais e da mata em volta, por motivos ecológicos, Paraty está limitada para se expandir. O turismo parece ser sua vocação definitiva, podendo talvez ser complementado por outras atividades do setor terciário, como por exemplo a prestação de serviços na área náutica, centro de convenções, eventos culturais, etc.